Temos candidato ao governo de Minas! E aí, habemus projectum? Temos projeto? | Por Joana Louback
No domingo, 2 de agosto de 2026, Lula, durante o lançamento de sua 4ª candidatura à Presidência da República, além de fazer um resgate de sua história pessoal e política, lembrou de pessoas marcantes, falou do seu legado e apresentou também um projeto que lança o Brasil para o futuro.
Não queremos e não podemos fazer mais do mesmo. É necessário dialogar com o povo, gerando esperança de futuro e de mudança, e dando respostas aos anseios e às questões que mais nos afligem neste momento histórico. Segundo apresentado por Lula, esses pontos centrais são:
- Educação;
- Cuidado com a terceira idade;
- Defesa e Segurança Pública;
- Terras Raras;
- Inteligência Artificial.
Até o mês passado, o PT de Minas não tinha um candidato e, portanto, não tinha um projeto para o estado. Desde a derrota de Pimentel, o diretório mineiro foi se entregando ao marasmo, à desesperança e à falta de um projeto eleitoral partidário, deixando-se dominar por projetos personalistas, tanto em nível estadual quanto em cada diretório local.
Lula tinha um plano para Minas: eleger Pacheco como nosso governador e, assim, garantir um palanque forte para a candidatura nacional. A articulação, porém, não prosperou. Nos últimos minutos da prorrogação, Pacheco declinou e, com o "não", o PT ficou "a ver navios".
Mas como o PT mineiro tem história, sempre formou grandes quadros e foi fundamental para o projeto nacional, Lula convocou Patrus. Essa escolha não só animou a militância petista, como retomou o projeto do partido, devolvendo a esperança de que é possível sonhar com o governo de Minas. Patrus se coloca como um candidato competitivo e à altura de disputar de igual para igual com os demais. Ou melhor: ele é o candidato de que Minas precisa.
E cá para nós: a falta de um projeto e de lideranças dispostas a capitanear essa luta no estado não é exclusividade do PT, mas um problema de todos os partidos. Para o bem ou para o mal, a política do "café com leite" e o legado da velha política mineira — que teve como último representante Aécio Neves — morreram. Ou, pelo menos, agonizam.
Zema ganhou o governo de Minas com o discurso do "novo", mas fez uma gestão estruturada na velha política da privatização e do Estado mínimo. Como resultado, não consegue alcançar 5% das intenções de voto em sua candidatura à Presidência da República.
Habemus projectum? Temos projeto?
Mas vamos ao tema que me propus a abordar na crônica desta semana: Habemus projectum? Temos projeto?
Conseguiremos construir, na pré-campanha e na campanha, um projeto capaz de apresentar um plano estratégico e tático que explore os erros e as contradições do governo Zema? Seremos capazes de, em 45 dias, fazer emergir para o povo mineiro os verdadeiros problemas que afligem a população? Ousaremos apresentar um diagnóstico real de Minas Gerais, deixando claras todas as mentiras, as práticas corruptas, os abusos e as propagandas enganosas das gestões de Aécio, Anastasia e Zema?
Seremos capazes de, em tão pouco tempo, diagnosticar, conscientizar e mobilizar a população em torno de símbolos, slogans e palavras de ordem que expressem, de forma firme e clara, as demandas populares?
“Esta campanha em Minas exige muito.”
Dada toda a conjuntura deste processo tardio e a sua importância para o palanque nacional (que pode definir, como sempre ocorreu, a vitória de Lula), esta campanha em Minas exige muito. Requer que nosso candidato, toda a equipe de campanha e os marqueteiros busquem no "método Lênin" a inspiração para fazer e vencer campanhas eleitorais.
O método: estudar, organizar e mobilizar
Esse método sugere os seguintes passos:
Elaboração de um plano programático baseado no estudo da realidade e na clareza dos verdadeiros anseios do povo.
Construção de uma plataforma programática, ou seja, temáticas e slogans capazes de detectar os reais problemas de Minas.
Denúncia criativa e inteligente das injustiças do atual sistema, desmistificando o slogan de que, por aqui, o “trem prospera”.
Resgate das principais reivindicações, transmitindo-as de maneira firme e acessível.
De que maneira podemos fazer com que a indignação e o sofrimento do povo se transformem em ação, em movimento e na esperança de que podemos fazer de Minas Gerais o melhor estado para se viver?
Embora muitas vezes não seja declarado, os marqueteiros utilizam esse método vitorioso na condução das campanhas. No nosso caso, considero fundamental que, além do trabalho dos especialistas, a campanha de "Patrus Governador" seja enraizada em cada diretório do Partido dos Trabalhadores, presente em quase todos os municípios do estado.
É preciso fazer a campanha chegar a cada organização social, provocando um movimento da periferia para o centro. Devemos retomar o nosso método popular de fazer política: o famoso "corpo a corpo", que ninguém sabe fazer tão bem quanto nós.
Com projeto e programa claros, e com Lula, Patrus, nossos deputados, deputadas, senadores e senadoras, o povo vem!
Os candidatos e candidatas à Assembleia Legislativa, à Câmara dos Deputados e ao Senado precisam colocar suas campanhas e toda a estrutura a serviço deste projeto coletivo.
Juntos, podemos chegar lá, retomando o orgulho do povo mineiro e colocando Minas Gerais, de forma sintonizada, na rota do desenvolvimento nacional!
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